sexta-feira, 1 de julho de 2011

Elza e o Tempo


Durante muito tempo Elza se sentia mal, duraria apenas 4 segundos para sua índole ruim aparecer por sinais do tempo. Sua idade já estava notável, se iludindo a cada momento na frente do espelho, pedindo ajuda para força divina, e tentando se comunicar com suas células da cútis, progredindo com ajuda de cremes e cremes ou até mesmo gelo, para congelar suas linhas, evitando os 4 segundos para o ódio.
Em frente ao porta retrato com flores de bronze, um pouco enferrujado, Elza viu uma mulher bonita e distinta, com um leve sorriso no rosto e uma pele bem firme, sem nenhuma marca de expressão, a inveja surgiu à solta, fazendo a testa de Elza franzir com aquele olhar de preocupada. Perguntou-se varias vezes quem era aquela mulher tão bonita na foto, seria uma amante de seu marido? Ele não teria aquele atrevimento! Dos 4 segundos foi para os 15 minutos.
Seu marido Pedro vestia uma camisa de gola pólo da cor azul celeste, usava uma calça de moletom que ela mesma havia feito, e um sapato de couro de bico fino. Aqueles grisalhos fios em sua cabeça deixava Pedro mais sensual, cara de homem maduro, dava um ar de homem fino. Enquanto o fio branco lhe apresentava qualidades, para Elza era um verdadeiro inferno, fofocas e distorção sobre sua imagem eram feitas em todos os salões da cidade.
No dia de terça Elza tentou se lembrar da segunda, aquela tentativa era muito difícil... Coisas simples como pegar um copo, estender a roupa, ou apenas sentar naquele maravilhoso sofá de veludo, era algo distante e complicado de lembrar... Elza deveria tomar seus remédios, mas não lembrou qual.
Na quarta, Elza se sentia muito mal, uma forte dor de cabeça veio como bomba, e dominou todo o seu corpo, ela gritou, mas quais são os nomes? Quem Elza deveria chamar? Mas os gritos ajudaram, um homem estranho apareceu na porta da sala e tomou Elza em seu colo... Dormiu lentamente...
Quinta feira, dia frio e nublado... Foi estranho como tudo aconteceu, não se lembrava do seu nome, mas esquecera das rugas... Imagine, durante o resto de seus dias Elza sorriu... Ela estava livre, pois havia esquecido de ter vivido.
Assim na sexta, o sol apareceu... Antes de esquecer da vida, se perguntou:
- Do que devo me lembrar? Só cremes e vidros de esmaltes me vem a cabeça!

4 comentários:

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